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"O Mundo Mágico de Horseman" by HorseMan®.

Veja no MUNDO MÁGICO DE HORSEMAN (Headlines) :

Hoje é...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Hobbies

Ok, vocês podem pensar o que quiserem e falar o que quiserem mas eu FINALMENTE, depois de tanto tempo protelando resolvi começar de verdade minha coleção de carrinhos. Agora tenho como montar um lugar para eles todos, então decidi que estava na hora. Não é segredo que sempre fui fanático por carros.

Sempre que via as miniaturazinhas simpáticas da "Hot Wheels" achava o máximo, mas ficava sem jeito de entrar no meio dos moleques para escolher carrinho. Pois bem, chega disso. Que se danem os outros. Na internet descobri uma cambada de velhos marmanjos que também são fissurados no brinquedinho e que - pasmem - tem até clubes de colecionadores. Iniciei hoje minha mini-garagem com 6 clássicos !

Início de ano - de verdade

Pois bem, agora não tem mais desculpa. Acabou-se o reveillon, o carnaval, as férias, o horário de verão e logo mais o governo já estará disponibilizando na internet o programa para a declaração de renda. Nada melhor do que isso para vermos que "sim, acabou a moleza" e que 2010 já pode finalmente sair da garagem.

Mais uma prova disso é o trânsito que volta a ser caótico. Todos que estavam passeando por aí, viajando com seus carros, já retornaram à capital e as ruas já ficaram lotadas de novo. Junte isso à obras novas que começaram antes do retorno das férias das pessoas - e obviamente não terminaram ainda - e adicione à esta equação o estado de desatenção natural de quem recém voltou de férias e está desacostumado com trânsito.

O resultado a gente pode ver na foto acima. A pressa, antiga inimiga da perfeição, essa sim volta com tudo. Nossos horários não mudaram, nossos relógios não esperam mas nosso corpo precisa de um tempinho para se readaptar ao "novo velho mundo". Portanto, não saia apressado de casa nem saia correndo pelo trânsito. Pense antes, vá com calma. Lembre-se : Você deve agir como um jogador de futebol recém recuperado de uma lesão. Entre em campo com jeitinho, comece de leve e deixe para rachar de novo em divididas depois que os músculos curarem. Deixe seu instinto decidir o tempo certo, não seu relógio. Afinal de contas o instito nasce com você, o relógio não.

P.S: Apenas para constar, o acidente em questão ocorreu nesta última sexta-feira pela manhã, bem no meio do meu caminho para o trabalho por isso registrei-o. Pensei em escrever este texto nesta hora. No final, a foto e o fato casaram perfeitamente com o texto. Os dois automóveis (um Honda Civic e um Ford Ka) colidiram e capotaram, indo parar ambos na pista contrária que ficou interditada por horas. Felizmente a mão de Deus parece ter agido e só quem se machucou foi o bolso das companias de seguro envolvidas. As pessoas, apesar de borradas de medo, saíram da situação um tanto quanto escoriadas, mas VIVAS.

Ford Fusion - O Grande Vencedor

Enfim, grande preferido dos visitantes do nosso blog, o FORD FUSION venceu a enquete com 37% dos votos. As SUV's Sportage e Tucson vieram grudadas lado a lado em 2º e 3º lugar. Talvez por elas serem um tanto quanto parecidas, ambas tenham praticamente o mesmo número de admiradores, mesmo a Sportage tendo uma vocação (e tradição) off-road muito maior do que a Tucson, sucesso de vendas em todo o país.

O lanterninha é o belo sedan da Citroen que amargou mirrados 18%. Desde que apareceram por aqui os franceses têm dividido as opiniões dos consumidores. Enquanto por um lado temos pessoas que são fãs de Citröen e Peugeot, existe também um séquito cada vez maior de críticos das marcas, principalmente consumidores proprietários desses carros. Não é raro vermos por aí (e conhecermos gente) que comprou e se arrependeu. O que assusta nestes casos também são resultados que vemos nos testes das revistas especializadas.

Algumas apontam problemas primários no C4 Pallas, como desgaste prematuro de bancos e estofamentos (que ficam com aspecto de sujo em pouco tempo de uso), descasque das peças cromadas, problemas com câmbio automático travando sozinho e mais uma série de coisas que não deveriam aparecer em um automóvel de R$ 70.000. A grande desvalorização que os modelos usados Citröen sofrem também contribui para a má imagem. Talvez por isso, passado o frisson inicial do aporte do sedan no Brasil, a voz da razão tenha retornado para a cabeça do motorista brasileiro e voltado a apontar para a qualidade dos asiáticos.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Saint Maarten - Sexto Dia

Responda rápido : Você está á bordo de um moderno, belo e imenso catamarã onde se lê escrito "Heineken" em ambos os lados e na vela do mastro principal. Em cima você tem o azul brilhante do céu, embaixo o azul transparente do mar e para iluminar toda essa pintura de beleza quase cósmica você dispõe de um sol que despeja 35º de calor e energia em todos. Onde será que vai dar tudo isso ? Acertou quem achou que a resposta seria "Num dos muitos paraísos que Deus pintou aqui na terra". Este lugar chama-se ANGUILLA.

Anguilla é um território ultramarino descoberto por Cristóvão Colombo em 1493. Ao todo, o território é formado por 9 ilhotas (Anguila, Anguillita, Dog, Little Scrub, Prickly Pear, Sandy, Scrub, Seal e Sombrero) sendo a principal chamada de Anguilla. Ela virou dependência inglesa em 1650, governada em conjunto com as ilhas de São Cristóvão e Nevis. Tournou-se independente em julho de 1967 até voltar a ser domínio britânico em 1969. Em 19 de Dezembro de 1980 o terrítório obteve o estatuto de colônia separada.

Como já havia mencionado anteriormente, Anguilla era um dos pontos que foi muito pesquisado antes de nossa viagem e que para nós já era destino certo. No dia do passeio, um ônibus nos levou até o porto onde um singelo bote conduzido por um dos membros da tripulação fazia as honras de nos levar até o catamarã.

Ao chegarmos, fomos convidados a deixar os chinelos/sandálias de lado (só se anda no barco descalço) dentro de uma caixa plástica e, a partir daí era "make yourself at home". A tripulação, a qual nós carinhosamente apelidamos de "Família Schirmer" se desdobrava em atenção e sorrisos. Tínhamos um barzinho à nossa inteira disposição dentro do barco servindo água, refrigerante, sucos e cerveja. MUITA cerveja (Heineken obviamente).

Vejam bem a minha situação, meus amigos : Lá estava eu, prestes a navegar por um mar mais azul do que o céu à bordo de um veleiro imenso que servia Heineken à vontade e rodeado de boas companias. Puta vida difícil essa... Foi mais um daqueles momentos em que me senti obscenamente rico. A árdua tarefa era então não ficar bêbado demais.

Mais tarde descobrimos que os tripulantes não eram parentes. Na verdade, cada um deles vinha de um canto do mundo. O capitão (carinhosamente apelidado de ABBA tal sua semelhança aos cantores da banda) era sueco e tinha uma expressão de serenidade que parecia imperturbável. Também, com um trabalho desses...

A imediato chamava-se Jennifer (ou Jessica não lembro) e era de uma simpatia extrema. Via de regra ela ficava no bar mas, vira e mexe ela aparecia servindo um queijinho divino todo cortadinho em quadradinhos. O piloto do bote (Robert Plant) não falava muito mas porque era mais envergonhado. No entanto, de vez em quando ele ria com as nossas bobagens.

De lá partimos então, com nossas câmeras, filmadoras e o nosso entusiasmo por estar ali. A sensação de prazer que tínhamos era visível nos rostos dos outros também. Todo mundo achou o barco sensacional. Realmente o barco não tinha nada demais, mas estar lá dentro dele era tão bom, nos dava uma sensação tão agradável que simplesmente não dá para explicar.

Ao contrário da travessia até St. Barth, que foi tortuosa ao extremo por conta do mar agitado, o nosso passeio transcorreu sereno por todo o tempo. O Bluebeard (nome do nosso barco) parecia flutuar por sobre o mar enquanto lanchas coloridas e velozes, iates imensos e lindos veleiros particulares cruzavam por nós. Era divertido ver todo mundo se cumprimentando. Acenávamos para os outros barcos e éramos sempre respondidos com acenos e buzinas. Afinal, todo dia é férias no Caribe e stress é uma palavra desconhecida !

Depois de um tempo de passeio, demos uma paradinha neste ponto aí da foto acima. O lugar é chamado de Happy Bay, uma tranquila baía de águas azuis, límpida e excelente para o mergulho. Ana, minha mulher, se acertou de cara com o snorkel e mergulhou por todo o lugar calmamente. Eu descobri que cavalos não foram feitos pra usar estas coisas, me engasgei, engoli água e acabei desistindo daquela geringonça. Curti o nado livre até à praia, algo que eu sempre quis fazer.

Na praia poucos barcos e pessoas curtiam o dia lindo de sol. Happy Bay só é acessível por barco, daí por isso a sua exclusividade. Descemos em um local com mais ou menos uns 7 metros de profundidade, mas mesmo tão fundo, dava pra ver o chão de areia lá embaixo com detalhes. Mergulhei de máscara, sem o respirador maldito e pude ver também muita coisa bonita. Peixes, estrelas do mar, rochas. Sensacional, único, libertador. Sei lá, faltam adjetivos para ilustrar as sensações !

Pouco mais de uma hora depois, fim de banho e retomada do passeio. Levantamos nossa vela e lá fomos para o nosso destino final que era a praia da ilha de Anguilla. Pouco a pouco dá prá notar que o tom da água começa a mudar aos poucos até que, de repente, a gente se vê cercado por um espetáculo assim (fotos abaixo) :

Lembram que nos posts anteriores eu mencionei algumas vezes o fato de que "o melhor ainda estava por vir" ? Pois bem, era disso que eu estava falando. A chegada em Rendesvouz Bay em Anguilla tira o fôlego e as palavras da boca de qualquer pessoa na terra. De todos os lugares que visitamos por aqui, nenhum se equipara a esse. De todas as praias em que já estive na vida, nenhuma sequer chegou perto desta em termos de beleza. O mar parece ter luz própria e praticamente nos convida à entrar nele. Certamente esta é um daquelas imagens que se leva dentro dos olhos e do coração para o resto da vida.

Ficamos todos ali, completamente embasbacados com aquela beleza arrebatadora. O único som que se ouve é o do próprio mar e, logo ali, à algumas braçadas de distância as areias mais brancas e lindas que meus pés já pisaram até hoje. Uma das meninas do grupo preferiu o bote para ir até a praia e, portanto, acabou levando as câmeras de todo mundo junto. Eu guardei minha filmadora com carinho e sem pensar muito me joguei naquela água de azul impossível. Nadar até a praia ? Devagarinho, para curtir cada segundo.

Chegamos na praia praticamente todos juntos e ainda meio sem palavras. A cada centímetro de areia víamos mais belezas e mais ainda nos emocionávamos. A bela curvatura da baia abraçava aquele azul todo de uma forma única formando aquela piscina gigante. Disse uma vez aqui que certos lugares pareciam ser o quintal de Deus. Pois bem, meus caros. Anguilla deve ser com certeza o lugar onde Deus passa as férias.

De tanto os homens questionarem sobre perfeição dizendo "Senhor, afinal o que é perfeição ?", Deus acabou tendo uma idéia. Ele disse aos homens : "Galera é o seguinte : cansei de explicar prá vocês o que significa perfeição, então, para evitar de ficar repetindo sempre a mesma coisa prá todo mundo, fiz um desenho prá vocês entenderem de uma vez por todas. Aí está !". E assim, Deus criou Anguilla.

Almoçamos em um resort que fica à beira-mar, lotado de turistas americanos assustados com os bardos malucos e ameaçadores que tomavam conta da praia rindo e falando alto (ou seja, nós). Tudo seria muito engraçado se uma das velhotas gringas não escondesse a bolsa enquanto passávamos, talvez com medo de arrastão. Tremenda falta de educação e discriminação. Falta de educação compartilhada pelos funcionários do resort que nos serviram mal e porcamente no almoço, com caras amarradas e muita má vontade. Azar deles.

Como prá mim, cara feia é dor de dente ou fome, tanto faz. Mas mesmo assim ainda fiquei um pouco de cara com isso. Também temos tanto dinheiro quanto eles para passarmos o tempo que quisermos no mesmo resort. Cara de nojo só porque somos latinos ? Atendimento porco só porque não éramos hóspedes ? Pagamos nosso almoço, como todo mundo por ali, mas nem podíamos sequer mexer as mesas de lugar. Política do hotel. Mas, foda-se a política. Por conta disso, fui ao banheiro depois do almoço e deixei lá um presentinho para aqueles mal-criados aprenderem a se portar. Eles bem que tentaram, mas não conseguiram estragar o encanto, a magia e as boas sensações que Anguilla nos deu.

Saímos de lá um tanto tristes, com vontade de ficar mais tempo. É tudo muito lindo. Tão lindo que não descartamos a hipótese de tirar uma semana de férias para ficar por lá em Anguilla e conhecer o resto da ilha. Pesquisando na internet isso se mostrou possível, basta fazermos as contas e decidirmos se vale ou não a pena. Vontade não falta.

À noite, nossa última em Saint Maarten, fomos jantar no famoso restaurante de frutos do mar Chesterfields. Cansados, meio torrados do sol mas ainda maravilhados com o que tínhamos visto em Anguilla jantamos boa comida por preços razoáveis. O restaurante lembra muito o Outback mas a comida é melhor. Eles costumam deixar nos hotéis cartõezinhos que dão descontos nas bebidas. Junte-os porque vale a pena. Nossa conta ficou US$ 15,00 mais barata por conta destes cartõezinhos (tínhamos dois deles). Ernesto nos levou até lá de graça e não quis ficar pra jantar. Mesmo assim demos um presente à ele para agradecer.

Depois dali, fomos de volta ao hotel, nos despedimos demoradamente de nosso amigo caribenho que tanto nos ajudou e fomos nos preparar para o check-out do próximo dia. A hora de ir embora sempre é a mais chata. Prometi ao Ernesto que faria propaganda da van no BLOG (promessa cumprida) e ele agradeceu dizendo que adorava os seus "amigos malucos do Brasil" e que esperava nos ver de novo em breve. Cara incrível o Ernesto.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Max Gehringer e o amigo Raul

Mais um texto curtinho de Max Gehringer, valiosíssimo.

"Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul.

Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim.

Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase. Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.

No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de 'paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino'. E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo. Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos. E quem era o chefe do Pena ?

O Raul.

E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição ? Ninguém na empresa sabia explicar direito. O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava. Alguém tinha um problema ? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.

Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta. E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta.

O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer. Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável :

Ele entendia de gente.

Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos. E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima :

'Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo'.

Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio. Essa era a principal competência dele.

'Há grandes Homens que fazem com que
todos se sintam pequenos.
Mas, o verdadeiro Grande Homem
é aquele que faz com que todos se sintam Grandes.' "

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Tirinhas machistas (e sensacionais) !


Rolando pela internet à fora descobri este site aqui cheio de tirinhas com temática machista. Faz algun minutos que estou por lá me ralando de tanto dar risada. Aqui estão alguns pequenos exemplos da genialidade do autor.

Caras, recomendo muito !


DogMan !

video

SENSACIONAL !!!

Saint Maarten - Quinto Dia

Compras e mais compras. Antes do nosso último passeio, fomos mais uma vez às compras. A idéia era descansar do passeio de St. Barth para estar em forma na hora de visitar Anguilla no dia seguinte. É preciso uma folga entre um passeio de barco e outro. Dois juntos são cansativos demais. Estávamos cansados de acordar cedo, então, dormimos um pouquinho à mais e nos jogamos ao comércio novamente.

Passamos à rodo as lojas que ainda faltavam -principalmente as lojas de eletrônicos - e também pudemos dar uma atenção maior à Backstreet, que é cheia de lojas de tênis e roupas. Também foi o dia de escolher com calma as lembrancinhas que levaríamos para quem ficou no Brasil. Perfumes, camisetas, souvenirs em geral e etc.

Mais uma vez o calor não deu trégua. Voltamos para o hotel cansados como nunca, carregados como camelos e suados - muito suados. Hora de largar os pacotes no quarto e correr para um refrescante banho de piscina. Logo depois, fomos todos relaxar na hidromassagem gigante de água quente que ficava ao lado da piscina menor. Revigorante. Perfeito para quem tinha os pés tão inchados que mais pareciam melões.

Á noite, mais uma vez fomos ao Mark's com o Ernesto - nosso convidado. Segunda tentativa para tentar comer todas as costeletas. Lógico que não conseguimos de novo... Neste dia, levamos conosco mais 2 casais que queriam conhecer o lugar. De início ficamos preocupados que eles não entendessem a, digamos, "proposta" mais simples do local mas no final deu tudo certo. Eles também curtiram. Como de costume, rimos demais, fizemos a festa do lugar e, no final, posamos para uma foto em frente ao local - isso depois de dar tchau prá praticamente todo mundo lá dentro.

Essa moça sorridente que você vê em pé atrás do Ernesto no extremo direto da foto é a nossa garçonete, a doce Augustine, uma flor de pessoa que tão bem nos tratou. De quebra ela ainda deu um jeito da gente surrupiar o cardápio do restaurante, o qual virou souvenir de viagem. Dica preciosa esse restaurante ! Não deixem de vir visitá-lo quando estiverem pela ilha. E quando vierem, perguntem pela Augustine ! O Mark's Place fica no estacionamento do supermercado Le Grand Marche !

Em 1994 o Mark's foi eleito o melhor restaurante do lado holandês da ilha pelos leitores da revista Caribbean Travel and Life. Dá para acreditar que a "guia" da CVC nem ao menos MENCIONOU a existência deste lugar ? Pois é, lamentável demais. O detalhe mais sórdido desta história é que a tal criatura mora há mais de 10 anos em St. Maarten. Ora bolas, quando você trabalha em um ramo como turismo você tem obrigação de conhecer bem o lugar que vai apresentar às pessoas. Ainda mais morando neste lugar, por tanto tempo. E mais : St Maarten é uma ilha minúscula. Em 7 dias conseguimos virá-la de ponta a ponta. O que dizer então de 10 anos ? É tempo suficiente para, por exemplo, saber indicar onde tem banco eletrônico...

Lamentável. Mas pelo menos estes contratempos não conseguiram manchar nosso passeio. Até porque grande parte deles já eram esperados. Quem conhece a CVC sabe bem disso.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Saint Maarten - Quarto Dia

Nosso quarto dia de viagem foi inteiramente reservado para o nosso primeiro passeio de barco até a magnífica ilha de St. Barthelemy (ou St. Barth como preferirem). Esse era um dos nossos destinos programados desde a saída do Brasil. St. Barth fica a mais ou menos uns 45 minutos de barco de St. Maarten. De todos os passeios de barco que já fizemos por aí, de longe este foi o mais complicado. Pegamos mar agitado e ondas batendo de frente na embarcação até chegarmos à entrada de St. Barth.

Eu tinha duas escolhas : Ou me segurava para não cair ou tirava fotos. Agora dá prá entender porque não tem muitas fotos da travessia em si, não é ? Temos da saída, como essa aí acima e da chegada. O barco tinha dois andares. Quem viajava no andar de baixo optava por viajar sentadinho, com cinto de segurança e vista de janelinhas. Muito sem graça. Decidimos navegar no andar de cima, sem teto e jogando prá todo lado. Muita gente passou mal e quando chegou em terra teve de se deitar no chão por alguns minutos.

É fácil perceber que estamos chegando em St. Barth. Basta prestar atenção nos iates que rodeiam a costa, como estes pequenininhos aí da foto acima. O branco lá do fundo tinha um abertura lateral por onde saíam as lanchas, guardadas todas lá dentro empilhadas. De fora via-se um elevador que devia servir para o pobrezinho lá dentro escolher com qual lancha iria desfilar. Contam as más línguas que o proprietário do barquinho é um russo dono da companhia elétrica de Moscou. Mesmo sendo enorme e opulento, ele ainda fica pequeno perto do azul ali à esquerda da foto, de propriedade do dono da Victoria's Secret.

St. Barth é reduto de celebridades e multimilionários, um verdadeiro pedacinho do paraíso na terra, onde os muito endinheirados descansam (sabe Deus do quê). Isso fica evidenciado em cada centímetro quadrado da ilha que mais parece ter saído de um conto de fadas. O legal é que, mesmo sendo um lugar de gente muito rica, podemos encontrar com facilidade lugares como bares e restaurantes para mortais comuns, como nós. Isso significa que sim, somos muito bem recebidos por lá e dá prá dizer que apenas observando tanta ostentação já nos faz sentir um pouco como os ricos também. É um ambiente inebriante.

Depois da cansativa viagem, é hora de atracar no charmoso porto de Gustavia, a capital. Quem é cidadão europeu passa direto, nem entra em fila. O resto, é passaporte na mão e esperar. O atendimento é ágil e logo logo você já está de frente com o oficial da imigração que gentilmente lhe diz "Tire os óculos, tire o boné e olhe pra mim". Depois de uns segundos olhando prá você como se estivesse escaneando sua cara, o oficial lhe dá um carimbo no passaporte acompanhado de um sorridente e sonoro "Bonjour monseiur" junto com um "Enjoy St. Barth" e pronto. Você está oficialmente em solo francês

Logo na chegada, encontramos os recepcionistas da Europcar aguardando por nós. Assim que contratamos o passeio já deixamos pago também o aluguel do carro - um jipe Suzuki Vitara automático 4x4 completinho - que usamos para passear pela ilha. Sim, é necessário. Sem carro não se vai a lugar nenhum por lá. Você paga US$ 80 pela diária, 10 Euros de seguro mais a gasolina que utilizar (tem que devolver o carro abastecido). Me senti um verdadeiro magnata quando me chamaram de "Monseiur De Souzá".

Nos embarcaram em uma van Toyota super luxuosa e lá fomos nós buscar nossos carros. Originalmente, havíamos alugado carros para 4 pessoas mas chegando lá trocamos para 5 sem custo algum. No pátio da locadora, Mini Coopers, Mustangs e Mitsubishis, conversíveis ou não. Pelo mesmo preço que paguei pelo jipe poderia ter pego um Mustang conversível. Pena que estava com mais gente. Enquanto esperava pelo meu carro, ainda deu tempo ainda prá puxar papo com um americano de Chicago que viajava de férias com a filha. Simpático, ele dizia que era a primeira vez no Caribe e - não sei porque - ele se surpreendeu por eu ser brasileiro. Infelizmente não tive tempo de perguntá-lo sobre o motivo de tanta surpresa.

Depois de uns poucos minutinhos para se acostumar ao trânsito e ao câmbio automático com nossa parte da turma à bordo e nosso fiel mapinha na mão, rumamos para nosso primeiro destino : A praia de Gouverneur (Plage Gouverneur). E foi então que começamos a descobrir porque afinal de contas a ilha é tão cobiçada. Gouverneur é simplesmente incrível. De tirar o fôlego.

O tom azul da água era ainda mais límpido do que das outras que havíamos visto. Em quase todas as praias da ilha existem avisos aos banhistas para terem cuidado com o mar revolto. Aqui não era exceção. Gouverneur é o que chamamos de "praia de tombo" com um forte repuxo. Mas basta prestar um pouco de atenção aos nossos limites, entrar na água sempre respeitando o mar e pronto. Daí é só relaxar e desfrutar do Éden. A gente fica literalmente sem palavras frente à um espetáculo desses.

Um dia antes da viagem para St. Barth fomos alertados pela "guia" de que um sanduíche com Coca-Cola por aqui não sairia por menos de US$ 40. Ficamos perplexos com aquilo, achamos um tanto exagerado mas, como previnir não custa nada fomos à um super-mercado em St. Maarten e compramos alguns mantimentos para levarmos (batatinhas Pringles, bolinhos, garrafas d'água, etc.). O nosso maior medo era de que aquilo pegasse meio mal, não queríamos passar por farofeiros. Qual foi a nossa surpresa quando, na praia, vimos todos os gringos chiques abrindo suas bolsinhas e tirando de lá seus sandubas e garrafinhas.

Lá o pic-nic na praia é uma atividade corriqueira, obviamente pelo fato de a maioria das praias ficar no meio do nada, sem infra nenhuma. Agora uma perguntinha rápida : mesmo com tanta gente lanchando na beira do mar, alguém aí aposta quanto lixo encontramos pela areia ? Nada. Zero. Nothing. Porra nenhuma. A praia é limpíssima, todos juntam suas sacolinhas e levam seu lixo pro carro. E isso não é "poder aquisitivo", galera. É educação mesmo. Uma pena estarmos tão longe disso por aqui.

O detalhe pitoresco ficou por conta de um senhor que, para lavar a areia dos pés, abriu uma garrafa de Perrier novinha. Era mais um sinal de que estávamos em outro planeta.

De volta ao nosso jipinho, andamos mais um pouco e paramos na belíssima praia de Saline (acima). Depois de estacionar é preciso vencer uma leve (mas tortuosa) subida cheia de pedras com o sol praticamente nos cozinhando lá no alto para chegarmos em uma pequena estradinha de areia. Logo depois de passar pelo corredor natural que ela cria, estamos na praia. Um espetáculo, como não podia deixar de ser.

O mar não era calmo como Le Galion, mas também não era furioso como Gouverneur. A praia era reta e não de tombo. Resumindo, Saline era a praia perfeita em todos os sentidos. Perdemos muitos minutos por lá, dentro daquela água. Era como se o tempo tivesse parado enquanto os peixes vinham ver quem eram os novos visitantes. A temperatura da água era refrescante e o brilho do sol sobre o mar transformava o espelho d'água em uma pintura inesquecível. E pensar que o futuro nos reservava um lugar ainda mais belo do que este...

Nesta altura do passeio reencontramos a outra parte da nossa turma que estava em outro jipe. No meio do entrevero daquelas ruazinhas apertadas de Gustavia, acabamos indo um na direção contrária do outro e nos pechamos no meio do caminho. Interessante ! Nos reagrupamos e fomos em caravana para as praias de Grand Cûl-de-Sac (acima) e Petit-Cûl-de-Sac (abaixo). Confesso que depois de ter se maravilhado com Saline e Gouverneur, essas duas quase não fizeram diferença. Em Petit-Cûl-de-Sac, pausa apenas para fotos. Na outra, ficamos um pouco mais.

Grand Cûl-de-Sac é uma praia muito parecida com Le Galion. Calma, sossegada e de águas rasas e paradas. E, pasmem, com um barzinho na beira da praia onde a Coca-Cola custava US$ 3. Bem longe do absurdo pintado pela "guia". Cada vez mais fazia-se valer a regra nº 1 do viajante : Não acreditar em tudo o que lhe dizem e sim ver por si próprio. Paramos um pouco por ali para matar a sede, tomar um banho e comer umas batatinhas antes de seguirmos viagem.

Nossa útilma parada na ilha foi na bela praia de St. Jean (abaixo). Ao contrário das demais praias capitaneadas por hotéis, nesta a gente podia entrar no mar, só não podia usar as tais cadeiras. O hotel é dono de uma beleza exótica. Vê-se isso logo de cara, ao vislumbrarmos a singular varanda construída na rocha. É muito bonito.

Infelizmente temos muito pouco tempo de passeio na ilha para tanto o que se tem para ver e visitar. Nesta praia em especial só pudemos ficar por 35 minutos. Tínhamos horário certo para devolver os carros e pegar o barco de volta. Uma pena mesmo. A paz e a tranquilidade deste lugar pedia mais tempo de permanência nossa. Mas, fazer o quê... Juntamos nossa turma, demos uma última olhada naquele lugar lindo, tiramos algumas últimas fotos e partimos de volta ao porto de Gustavia.

Felizmente a viagem de barco de volta foi muito mais tranquila, sem sacolejos nem mar revolto. 45 minutos depois já estávamos de volta à St. Maarten moídos de cansaço e com fome. Ao chegar no hotel, nos reunimos e decidimos que, para o jantar, iríamos procurar por algum lugar que fosse barato e ao mesmo tempo servisse poções mais generosas. Planos traçados, fomos todos para os quartos tomar banho e se ajeitar para sair. Como os restaurantes por aqui fecham sempre às 21:00 nunca se tem tempo à perder.

Eis que após reunirmos toda a trupe no saguão do hotel, encontramos nosso amigo Ernesto por lá. Depois de uma conversa animada, ele propõe nos levar em um lugar bacana, de preço justo e boa comida por um precinho super-camarada (US$ 4 por pessoa). Lá fomos nós. Chegando lá convidamos o Ernesto para jantar conosco. Ele ficou meio sem jeito mas aceitou o convite. E lhes digo, amigos, o lugar escolhido era realmente sensacional.

Para vocês que pensam em visitar a ilha, anotem a dica : Mark's Place. Ótima comida, porções generosas e ainda existe a opção de cair duro de tanto comer costeletas de porco (rib's) na promoção "All can you eat for US$ 12,85"). Tudo o que você puder comer, ou seja : Na primeira vez, eles servem um prato com arroz, salada, fritas e costeletas. A partir daí, as costeletas são de graça, basta ir mandando servir até alguém ir parar na emergência.

Rimos bastante, nos divertimos à beça, comemos como reis e gastamos muito pouco mesmo. De todos os dias, acho que foi o que a gente mais riu. De quebra fizemos amizade com o pessoal do restaurante que gostou de nós, especialmente a nossa garçonete Augustine, um amor de pessoa. Saímos de lá satisfeitos, felizes e prontos para o próximo dia de folia.

Fim de Férias

Férias são ótimas, revigorantes. Só tem uma coisa de ruim nelas : Elas acabam. As minhas, acabam hoje. Amanhã de manhã recomeça a correria e acaba o oba-oba, o chinelo, a bermuda, a cervejinha, a areia no pé, etc. Começam os relatórios, as reuniões, os problemas com o carro, as contas, o trânsito, o calor... Enfim, a vida normal de todos nós. Todos temos nosso jeito de encarar a maluquice diária. Eu, por exemplo, imagino tudo como um imenso videogame. Agora vem a fase de acumular pontos. Logo mais a barrinha verde que indica "férias" se enche de novo e daí já podemos mais uma vez apertar ∆ + O + X + R1 e L1 duas vezes e soltar o combo "férias" para se libertar de novo.

Horário de Verão

ACABOU O HORÁRIO DE VERÃO !

ACERTE SEU RELÓGIO

SENÃO, VOCÊ VAI CHEGAR ADIANTADO

PRO TRABALHO AMANHÃ !


Saint Maarten - Terceiro dia (Parte 2)

Cupecoy Beach em Cupecoy Bay é o nosso ponto de parada agora. Continuando nosso tour, Ernesto nos leva até à bela praia contornada por falésias cor de caramelo onde o azul-turquesa do mar do Caribe começa a verdadeiramente dar as caras. Cupecoy Beach é também sinônimo de praia de nudismo. Nessa não tem meio termo. Ou se entra pelado ou fica de fora. Simples assim. De longe, podíamos avistar as parcas cadeiras de praia onde ficavam os banhistas. A faixa de areia é pequena e quase toda ocupada pelas rochas e é justamente esta inacessibilidade que torna as praias atraentes em Cupecoy.

Péssima hora para ficar sem pilhas. Neste momento o céu se fechou por uns instantes, ensaiou uma rápida garoa e meu jogo de baterias reserva deu seu último suspiro. Por isso, nunca deixamos de levar câmeras de reserva. Eu ainda tinha a filmadora, que resolvi poupar para o grande obejtivo que estava prá chegar. Dica importante : Se a sua câmera usa pilhas recarregáveis, se possível leve com você 2 ou mais jogos de pilhas. O calor excessivo faz com que elas percam a carga muito rápido mesmo enquanto não estão sendo usadas. E acredite, você não vai querer ficar sem pilhas nessa altura do passeio !

Logo após Cupecoy, e com o sol já brilhando de novo, demos uma paradinha rápida de uns 35 minutos para conhecer Mullet Bay. Como havia contado lá no início, em setembro de 1995 um furacão de classe 5 chamado Luís esbarrou em St. Maarten e provocou um estrago sem precedentes na ilha. Vejam bem, eu disse esbarrou porque foi exatamente o que aconteceu. Só o olho do furacão era 2 vezes maior do que a ilha toda. Se Luís tivesse atingido-os em cheio, St. Maarten hoje seria história. Em vários pontos da ilha pode-se ver as marcas que lembram o desastre. Aqui abaixo, temos uma foto de um dos hotéis que foi inteiramente destruído. Uma pena !

Este hotel fica em frente à um campo de golfe e, atravessando o campo, têm-se acesso à linda praia de Mullet Beach. O detalhe engraçado deste ponto foram os jogadores de golfe nos xingando enquanto atravessávamos o campo bem no meio do jogo. Também, quem mandou enfiar um campo de golfe idiota bem no meio do caminho para a praia ? Depois de algumas trocas de gestos não muito amigáveis e universalmente entendíveis, chegamos até a praia onde mais uma vez fomos brindados pelo singular azul caribenho das águas (abaixo).

Hora para dar um tempo na câmera, na filmadora e se jogar de cabeça nas águas refrescantes de Mullet Beach. Esse foi um dos muitos momentos em que paramos e pensamos "Puxa vida, será que estamos mesmo aqui ou é tudo um sonho ?". E quando você está dentro de um mar daqueles, ouvindo apenas o barulho das ondas, observando os peixes passarem por você dentro daquela gigantesca piscina natural absurdamente limpa somente um pensamento vêm à cabeça : "Devemos estar brincando no quintal de Deus !".

Mas logo adiante estava o nosso objetivo principal, um dos principais motivos que nos levou até St. Maarten. Lembro perfeitamente da primeira vez que recebi por e-mail aquele powerpoint que trazia uma inverossímel sequência de fotos de um suposto aeroporto de uma ilha chamada "Saint Maartin". O texto dizia que, como a ilha era muito pequena, a cabeceira da pista do aeroporto ficava muito próxima da praia obrigando os aviões a voarem muito próximos à areia.

Confesso que no início achei aquilo com jeito de montagem. Vi várias pessoas dizendo a mesma coisa. Tempos depois um amigo me dizia que a mãe de um colega havia estado lá e "testemunhado" o fato e que sim, era real. Decidi que, um dia, seria eu que estaria lá, de corpo presente e câmera em punho. E foi assim, com esse entusiasmo, emoção e sentimento de desejo realizado que finalmente chegamos em Maho Beach, a famosa praia dos aviões.

Desnecessário dizer que toda a multidão que se aglomerava no Sunset Bar e nas areias da pequena praia estava quase toda lá com o mesmo propósito : assistir ao espetáculo dos aviões. E tudo estava ali, exatamente como havíamos tantas vezes visto na internet ou nos livros. O bar, a prancha de surf cravada na areia com um dos lados mostrando os horários dos vôos que estavam para chegar e, no outro, o aviso dizendo que "mulheres de topless não pagam bebida". Supercool. E digo mais, meus amigos, É REAL. No canto do bar podíamos ver, digamos, as moças que não pagavam bebida nenhuma...


E de repente, meus amigos eu parei por alguns instantes, olhei ao meu redor e logo depois olhei para meus pés abaixo de mim. E era REAL ! Eu realmente estava lá, naquela praia, realmente estava naquelas areias, eu realmente e oficialmente agora fazia parte da fantasia e isso me fez sentir como a pessoa mais feliz do mundo. Simplesmente por poder ter tido a oportunidade de tirar este sonho tão antigo da prateleira e torná-lo realidade. Realidade esta que eu vivia naquele momento.

Foram alguns minutos até que o primeiro avião grande pousasse. Deu tempo para conter a emoção, filmar os aviões pequeninhos que subiam e desciam regularmente e curtir um pouco a praia. Sempre com a máquina em punho. Mais uma vez me odiei por estar com a câmera sem pilhas e depender só da filmadora. A idéia era tirar uma centena de fotos dos aviões. Mas no final cheguei à conclusão de que o vídeo ficou de ótimo tamanho e que, se eu tivesse tirado fotos também, não teria apreciado tanto quanto apreciei este espetáculo.

De repente, olho no céu. O horário escrito na prancha dizia que à qualquer momento o vôo 156 da KLM estaria descendo em St. Maarten. Foi quando um mísero pontinho de luz apareceu no céu. Eram os faróis de um avião, com certeza. Daí então este pontinho foi crescendo, crescendo, o barulho aumentando até que num estrondo ensurdecedor aquele pássaro de metal imenso se agigantou no céu à poucos metros de nossas cabeças e pousou suavemente na pista.

Não, meus amigos, não é montagem. É de verdade. É real. E é simplesmente indescritível. A gente sente a praia inteira tremer quando estes monstros passam por nós. É uma experiência sem precedentes, nunca tinha sentindo nada parecido antes. Fica difícil até explicar, faltam adjetivos. É uma coisa que tira a respiração, é difícil até se manter filmando. Tanto é que, na hora em que o descomunal avião da Air France chegou, eu corri para o "V" da cabeceira e fiquei exatamente na frente do ponto onde o avião toca o solo pela primeira vez.

Juro pra vocês : Na hora que aquele monstrengo se aproximou parecia que vinha de encontro à mim. Impossível descrever a sensação de ficar ali. A descarga de adrenalina foi tanta que eu desliguei a câmera sem notar. Involuntariamente. Fechei a mão e acabei apertando o botão sem querer. Daquela visão inesquecível, pude guardar apenas o frio na barriga, o barulho ensurdecedor e a sensação de ser feito de gelatina ao sentir o corpo inteiro tremer. Sem palavras. Mas sem filme também (maldição !).

Ficamos por umas três horas em Maho Beach apreciando os eventos. Agora do bar, esperando o almoço, ainda víamos os inúmeros aviões pousando e decolando. Detalhe para as decolagens que eram um show à parte. Para decolar o avião vira de costas para a praia, acelera e parte. Ao acelerar ele simplesmente levanta uma nuvem de poeira que, dependendo do tamanho do avião, acaba jogando todo mundo na água. É um espetáculo. Nossos amigos que tentaram a experiência saíram de lá queimados pelos jatos de areia, cheirando a querosene mas com um sorriso de moleque nos lábios. Coisa de louco !

Este foi o último ponto de nosso tour. Depois disso, nada de muito descanso. Era hora de correr pro hotel, tomar um banho, trocar de roupa e se encontrar no saguão com a turma para o passeio até à festa de Grand-Case. A festa é simples mas interessantíssima. Inúmeras barraquinhas de comidas típicas dividem lugar com vendedores de artesanato sensacionais (e caríssimos). Lado francês = preços em Euro. Daí pesa para nós, brasileiros. Mesmo assim, valeu demais pelo passeio. Até mesmo uma escola de samba apareceu tocando pela rua. E bem ajeitadinhos eles !



No final, ainda tivemos alguns pequenos contratempos. Por conta de uma mal-entendido o dono de um dos restaurantes, o CALIFORNIA (guardem bem este nome), nos expulsou lá de dentro aos berros. Tudo porque, naquela confusão da língua, um dos nossos amigos se atrapalhou e fez com que o dono, que era francês, entendesse que queríamos pedir 3 pizzas para 10 pessoas. Furioso com o disparate, eles nos tocou de lá. Na verdade o francês pirou mesmo quando ouviu de nós a seguinte frase : "We're hungry not starving !". Aí sim !

Até entendi o porque dele ter ficado puto conosco, só resolvi mesmo encarar quando ele partiu para os impropérios. Tudo bem, já havíamos entendido que ele não nos queria ali, mas quando começaram as ofensas, eu voltei e - vejam só que chique - tive meu primeiro bate-boca internacional. A discussão terminou quando eu convidei o francesinho prá ir conversar comigo lá na rua ("ok, my friend, let's talk outside, you and me. Now !" desse jeito).

Ele virou as costas e eu fui lá prá fora. Um dos garçons veio nos pedir desculpas pelo comportamento do chefe. Conversamos por alguns minutos, nos despedimos e depois de zanzarmos com fome por vários outros lugares (todos muito caros), voltamos para a van e corremos de volta para o hotel, fazendo uma parada estratégica em um KFC para taparmos o buraco do estômago.

Dali em diante foi despencar na cama e "cochilar" para estar pronto para o quarto dia, o nosso primeiro passeio de barco até a ilha de St. Barthelemy...

* Contato com o Earlston (Ernesto)
Earslton
Cactus Drive #1, Sucker Garden
St. Maarten, Neth Antilles
Tel : 553-5259 / 526-9671
Quando chegarem na ilha, conversem com ele e combinem um preço pelo tour. Vale a pena mesmo.

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