domingo, 28 de fevereiro de 2010
Hobbies
Início de ano - de verdade
Pois bem, agora não tem mais desculpa. Acabou-se o reveillon, o carnaval, as férias, o horário de verão e logo mais o governo já estará disponibilizando na internet o programa para a declaração de renda. Nada melhor do que isso para vermos que "sim, acabou a moleza" e que 2010 já pode finalmente sair da garagem. O resultado a gente pode ver na foto acima. A pressa, antiga inimiga da perfeição, essa sim volta com tudo. Nossos horários não mudaram, nossos relógios não esperam mas nosso corpo precisa de um tempinho para se readaptar ao "novo velho mundo". Portanto, não saia apressado de casa nem saia correndo pelo trânsito. Pense antes, vá com calma. Lembre-se : Você deve agir como um jogador de futebol recém recuperado de uma lesão. Entre em campo com jeitinho, comece de leve e deixe para rachar de novo em divididas depois que os músculos curarem. Deixe seu instinto decidir o tempo certo, não seu relógio. Afinal de contas o instito nasce com você, o relógio não.
P.S: Apenas para constar, o acidente em questão ocorreu nesta última sexta-feira pela manhã, bem no meio do meu caminho para o trabalho por isso registrei-o. Pensei em escrever este texto nesta hora. No final, a foto e o fato casaram perfeitamente com o texto. Os dois automóveis (um Honda Civic e um Ford Ka) colidiram e capotaram, indo parar ambos na pista contrária que ficou interditada por horas. Felizmente a mão de Deus parece ter agido e só quem se machucou foi o bolso das companias de seguro envolvidas. As pessoas, apesar de borradas de medo, saíram da situação um tanto quanto escoriadas, mas VIVAS.
Ford Fusion - O Grande Vencedor
Enfim, grande preferido dos visitantes do nosso blog, o FORD FUSION venceu a enquete com 37% dos votos. As SUV's Sportage e Tucson vieram grudadas lado a lado em 2º e 3º lugar. Talvez por elas serem um tanto quanto parecidas, ambas tenham praticamente o mesmo número de admiradores, mesmo a Sportage tendo uma vocação (e tradição) off-road muito maior do que a Tucson, sucesso de vendas em todo o país.sábado, 27 de fevereiro de 2010
Saint Maarten - Sexto Dia
Vejam bem a minha situação, meus amigos : Lá estava eu, prestes a navegar por um mar mais azul do que o céu à bordo de um veleiro imenso que servia Heineken à vontade e rodeado de boas companias. Puta vida difícil essa... Foi mais um daqueles momentos em que me senti obscenamente rico. A árdua tarefa era então não ficar bêbado demais.
Mais tarde descobrimos que os tripulantes não eram parentes. Na verdade, cada um deles vinha de um canto do mundo. O capitão (carinhosamente apelidado de ABBA tal sua semelhança aos cantores da banda) era sueco e tinha uma expressão de serenidade que parecia imperturbável. Também, com um trabalho desses...
A imediato chamava-se Jennifer (ou Jessica não lembro) e era de uma simpatia extrema. Via de regra ela ficava no bar mas, vira e mexe ela aparecia servindo um queijinho divino todo cortadinho em quadradinhos. O piloto do bote (Robert Plant) não falava muito mas porque era mais envergonhado. No entanto, de vez em quando ele ria com as nossas bobagens.
De lá partimos então, com nossas câmeras, filmadoras e o nosso entusiasmo por estar ali. A sensação de prazer que tínhamos era visível nos rostos dos outros também. Todo mundo achou o barco sensacional. Realmente o barco não tinha nada demais, mas estar lá dentro dele era tão bom, nos dava uma sensação tão agradável que simplesmente não dá para explicar.
Ao contrário da travessia até St. Barth, que foi tortuosa ao extremo por conta do mar agitado, o nosso passeio transcorreu sereno por todo o tempo. O Bluebeard (nome do nosso barco) parecia flutuar por sobre o mar enquanto lanchas coloridas e velozes, iates imensos e lindos veleiros particulares cruzavam por nós. Era divertido ver todo mundo se cumprimentando. Acenávamos para os outros barcos e éramos sempre respondidos com acenos e buzinas. Afinal, todo dia é férias no Caribe e stress é uma palavra desconhecida !
Na praia poucos barcos e pessoas curtiam o dia lindo de sol. Happy Bay só é acessível por barco, daí por isso a sua exclusividade. Descemos em um local com mais ou menos uns 7 metros de profundidade, mas mesmo tão fundo, dava pra ver o chão de areia lá embaixo com detalhes. Mergulhei de máscara, sem o respirador maldito e pude ver também muita coisa bonita. Peixes, estrelas do mar, rochas. Sensacional, único, libertador. Sei lá, faltam adjetivos para ilustrar as sensações !
Pouco mais de uma hora depois, fim de banho e retomada do passeio. Levantamos nossa vela e lá fomos para o nosso destino final que era a praia da ilha de Anguilla. Pouco a pouco dá prá notar que o tom da água começa a mudar aos poucos até que, de repente, a gente se vê cercado por um espetáculo assim (fotos abaixo) :
Ficamos todos ali, completamente embasbacados com aquela beleza arrebatadora. O único som que se ouve é o do próprio mar e, logo ali, à algumas braçadas de distância as areias mais brancas e lindas que meus pés já pisaram até hoje. Uma das meninas do grupo preferiu o bote para ir até a praia e, portanto, acabou levando as câmeras de todo mundo junto. Eu guardei minha filmadora com carinho e sem pensar muito me joguei naquela água de azul impossível. Nadar até a praia ? Devagarinho, para curtir cada segundo.
De tanto os homens questionarem sobre perfeição dizendo "Senhor, afinal o que é perfeição ?", Deus acabou tendo uma idéia. Ele disse aos homens : "Galera é o seguinte : cansei de explicar prá vocês o que significa perfeição, então, para evitar de ficar repetindo sempre a mesma coisa prá todo mundo, fiz um desenho prá vocês entenderem de uma vez por todas. Aí está !". E assim, Deus criou Anguilla.
Almoçamos em um resort que fica à beira-mar, lotado de turistas americanos assustados com os bardos malucos e ameaçadores que tomavam conta da praia rindo e falando alto (ou seja, nós). Tudo seria muito engraçado se uma das velhotas gringas não escondesse a bolsa enquanto passávamos, talvez com medo de arrastão. Tremenda falta de educação e discriminação. Falta de educação compartilhada pelos funcionários do resort que nos serviram mal e porcamente no almoço, com caras amarradas e muita má vontade. Azar deles.
Como prá mim, cara feia é dor de dente ou fome, tanto faz. Mas mesmo assim ainda fiquei um pouco de cara com isso. Também temos tanto dinheiro quanto eles para passarmos o tempo que quisermos no mesmo resort. Cara de nojo só porque somos latinos ? Atendimento porco só porque não éramos hóspedes ? Pagamos nosso almoço, como todo mundo por ali, mas nem podíamos sequer mexer as mesas de lugar. Política do hotel. Mas, foda-se a política. Por conta disso, fui ao banheiro depois do almoço e deixei lá um presentinho para aqueles mal-criados aprenderem a se portar. Eles bem que tentaram, mas não conseguiram estragar o encanto, a magia e as boas sensações que Anguilla nos deu.
Saímos de lá um tanto tristes, com vontade de ficar mais tempo. É tudo muito lindo. Tão lindo que não descartamos a hipótese de tirar uma semana de férias para ficar por lá em Anguilla e conhecer o resto da ilha. Pesquisando na internet isso se mostrou possível, basta fazermos as contas e decidirmos se vale ou não a pena. Vontade não falta.
À noite, nossa última em Saint Maarten, fomos jantar no famoso restaurante de frutos do mar Chesterfields. Cansados, meio torrados do sol mas ainda maravilhados com o que tínhamos visto em Anguilla jantamos boa comida por preços razoáveis. O restaurante lembra muito o Outback mas a comida é melhor. Eles costumam deixar nos hotéis cartõezinhos que dão descontos nas bebidas. Junte-os porque vale a pena. Nossa conta ficou US$ 15,00 mais barata por conta destes cartõezinhos (tínhamos dois deles). Ernesto nos levou até lá de graça e não quis ficar pra jantar. Mesmo assim demos um presente à ele para agradecer.
Depois dali, fomos de volta ao hotel, nos despedimos demoradamente de nosso amigo caribenho que tanto nos ajudou e fomos nos preparar para o check-out do próximo dia. A hora de ir embora sempre é a mais chata. Prometi ao Ernesto que faria propaganda da van no BLOG (promessa cumprida) e ele agradeceu dizendo que adorava os seus "amigos malucos do Brasil" e que esperava nos ver de novo em breve. Cara incrível o Ernesto.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Max Gehringer e o amigo Raul
Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos. E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima :
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Tirinhas machistas (e sensacionais) !

Rolando pela internet à fora descobri este site aqui cheio de tirinhas com temática machista. Faz algun minutos que estou por lá me ralando de tanto dar risada. Aqui estão alguns pequenos exemplos da genialidade do autor.Saint Maarten - Quinto Dia
Compras e mais compras. Antes do nosso último passeio, fomos mais uma vez às compras. A idéia era descansar do passeio de St. Barth para estar em forma na hora de visitar Anguilla no dia seguinte. É preciso uma folga entre um passeio de barco e outro. Dois juntos são cansativos demais. Estávamos cansados de acordar cedo, então, dormimos um pouquinho à mais e nos jogamos ao comércio novamente.
Á noite, mais uma vez fomos ao Mark's com o Ernesto - nosso convidado. Segunda tentativa para tentar comer todas as costeletas. Lógico que não conseguimos de novo... Neste dia, levamos conosco mais 2 casais que queriam conhecer o lugar. De início ficamos preocupados que eles não entendessem a, digamos, "proposta" mais simples do local mas no final deu tudo certo. Eles também curtiram. Como de costume, rimos demais, fizemos a festa do lugar e, no final, posamos para uma foto em frente ao local - isso depois de dar tchau prá praticamente todo mundo lá dentro.
Essa moça sorridente que você vê em pé atrás do Ernesto no extremo direto da foto é a nossa garçonete, a doce Augustine, uma flor de pessoa que tão bem nos tratou. De quebra ela ainda deu um jeito da gente surrupiar o cardápio do restaurante, o qual virou souvenir de viagem. Dica preciosa esse restaurante ! Não deixem de vir visitá-lo quando estiverem pela ilha. E quando vierem, perguntem pela Augustine ! O Mark's Place fica no estacionamento do supermercado Le Grand Marche !Em 1994 o Mark's foi eleito o melhor restaurante do lado holandês da ilha pelos leitores da revista Caribbean Travel and Life. Dá para acreditar que a "guia" da CVC nem ao menos MENCIONOU a existência deste lugar ? Pois é, lamentável demais. O detalhe mais sórdido desta história é que a tal criatura mora há mais de 10 anos em St. Maarten. Ora bolas, quando você trabalha em um ramo como turismo você tem obrigação de conhecer bem o lugar que vai apresentar às pessoas. Ainda mais morando neste lugar, por tanto tempo. E mais : St Maarten é uma ilha minúscula. Em 7 dias conseguimos virá-la de ponta a ponta. O que dizer então de 10 anos ? É tempo suficiente para, por exemplo, saber indicar onde tem banco eletrônico...
Lamentável. Mas pelo menos estes contratempos não conseguiram manchar nosso passeio. Até porque grande parte deles já eram esperados. Quem conhece a CVC sabe bem disso.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Saint Maarten - Quarto Dia
É fácil perceber que estamos chegando em St. Barth. Basta prestar atenção nos iates que rodeiam a costa, como estes pequenininhos aí da foto acima. O branco lá do fundo tinha um abertura lateral por onde saíam as lanchas, guardadas todas lá dentro empilhadas. De fora via-se um elevador que devia servir para o pobrezinho lá dentro escolher com qual lancha iria desfilar. Contam as más línguas que o proprietário do barquinho é um russo dono da companhia elétrica de Moscou. Mesmo sendo enorme e opulento, ele ainda fica pequeno perto do azul ali à esquerda da foto, de propriedade do dono da Victoria's Secret.
St. Barth é reduto de celebridades e multimilionários, um verdadeiro pedacinho do paraíso na terra, onde os muito endinheirados descansam (sabe Deus do quê). Isso fica evidenciado em cada centímetro quadrado da ilha que mais parece ter saído de um conto de fadas. O legal é que, mesmo sendo um lugar de gente muito rica, podemos encontrar com facilidade lugares como bares e restaurantes para mortais comuns, como nós. Isso significa que sim, somos muito bem recebidos por lá e dá prá dizer que apenas observando tanta ostentação já nos faz sentir um pouco como os ricos também. É um ambiente inebriante.
Depois da cansativa viagem, é hora de atracar no charmoso porto de Gustavia, a capital. Quem é cidadão europeu passa direto, nem entra em fila. O resto, é passaporte na mão e esperar. O atendimento é ágil e logo logo você já está de frente com o oficial da imigração que gentilmente lhe diz "Tire os óculos, tire o boné e olhe pra mim". Depois de uns segundos olhando prá você como se estivesse escaneando sua cara, o oficial lhe dá um carimbo no passaporte acompanhado de um sorridente e sonoro "Bonjour monseiur" junto com um "Enjoy St. Barth" e pronto. Você está oficialmente em solo francês
Logo na chegada, encontramos os recepcionistas da Europcar aguardando por nós. Assim que contratamos o passeio já deixamos pago também o aluguel do carro - um jipe Suzuki Vitara automático 4x4 completinho - que usamos para passear pela ilha. Sim, é necessário. Sem carro não se vai a lugar nenhum por lá. Você paga US$ 80 pela diária, 10 Euros de seguro mais a gasolina que utilizar (tem que devolver o carro abastecido). Me senti um verdadeiro magnata quando me chamaram de "Monseiur De Souzá".
Nos embarcaram em uma van Toyota super luxuosa e lá fomos nós buscar nossos carros. Originalmente, havíamos alugado carros para 4 pessoas mas chegando lá trocamos para 5 sem custo algum. No pátio da locadora, Mini Coopers, Mustangs e Mitsubishis, conversíveis ou não. Pelo mesmo preço que paguei pelo jipe poderia ter pego um Mustang conversível. Pena que estava com mais gente. Enquanto esperava pelo meu carro, ainda deu tempo ainda prá puxar papo com um americano de Chicago que viajava de férias com a filha. Simpático, ele dizia que era a primeira vez no Caribe e - não sei porque - ele se surpreendeu por eu ser brasileiro. Infelizmente não tive tempo de perguntá-lo sobre o motivo de tanta surpresa.
O tom azul da água era ainda mais límpido do que das outras que havíamos visto. Em quase todas as praias da ilha existem avisos aos banhistas para terem cuidado com o mar revolto. Aqui não era exceção. Gouverneur é o que chamamos de "praia de tombo" com um forte repuxo. Mas basta prestar um pouco de atenção aos nossos limites, entrar na água sempre respeitando o mar e pronto. Daí é só relaxar e desfrutar do Éden. A gente fica literalmente sem palavras frente à um espetáculo desses.
Um dia antes da viagem para St. Barth fomos alertados pela "guia" de que um sanduíche com Coca-Cola por aqui não sairia por menos de US$ 40. Ficamos perplexos com aquilo, achamos um tanto exagerado mas, como previnir não custa nada fomos à um super-mercado em St. Maarten e compramos alguns mantimentos para levarmos (batatinhas Pringles, bolinhos, garrafas d'água, etc.). O nosso maior medo era de que aquilo pegasse meio mal, não queríamos passar por farofeiros. Qual foi a nossa surpresa quando, na praia, vimos todos os gringos chiques abrindo suas bolsinhas e tirando de lá seus sandubas e garrafinhas.
Lá o pic-nic na praia é uma atividade corriqueira, obviamente pelo fato de a maioria das praias ficar no meio do nada, sem infra nenhuma. Agora uma perguntinha rápida : mesmo com tanta gente lanchando na beira do mar, alguém aí aposta quanto lixo encontramos pela areia ? Nada. Zero. Nothing. Porra nenhuma. A praia é limpíssima, todos juntam suas sacolinhas e levam seu lixo pro carro. E isso não é "poder aquisitivo", galera. É educação mesmo. Uma pena estarmos tão longe disso por aqui.
O detalhe pitoresco ficou por conta de um senhor que, para lavar a areia dos pés, abriu uma garrafa de Perrier novinha. Era mais um sinal de que estávamos em outro planeta.
De volta ao nosso jipinho, andamos mais um pouco e paramos na belíssima praia de Saline (acima). Depois de estacionar é preciso vencer uma leve (mas tortuosa) subida cheia de pedras com o sol praticamente nos cozinhando lá no alto para chegarmos em uma pequena estradinha de areia. Logo depois de passar pelo corredor natural que ela cria, estamos na praia. Um espetáculo, como não podia deixar de ser.
O mar não era calmo como Le Galion, mas também não era furioso como Gouverneur. A praia era reta e não de tombo. Resumindo, Saline era a praia perfeita em todos os sentidos. Perdemos muitos minutos por lá, dentro daquela água. Era como se o tempo tivesse parado enquanto os peixes vinham ver quem eram os novos visitantes. A temperatura da água era refrescante e o brilho do sol sobre o mar transformava o espelho d'água em uma pintura inesquecível. E pensar que o futuro nos reservava um lugar ainda mais belo do que este...
Nesta altura do passeio reencontramos a outra parte da nossa turma que estava em outro jipe. No meio do entrevero daquelas ruazinhas apertadas de Gustavia, acabamos indo um na direção contrária do outro e nos pechamos no meio do caminho. Interessante ! Nos reagrupamos e fomos em caravana para as praias de Grand Cûl-de-Sac (acima) e Petit-Cûl-de-Sac (abaixo). Confesso que depois de ter se maravilhado com Saline e Gouverneur, essas duas quase não fizeram diferença. Em Petit-Cûl-de-Sac, pausa apenas para fotos. Na outra, ficamos um pouco mais.
Grand Cûl-de-Sac é uma praia muito parecida com Le Galion. Calma, sossegada e de águas rasas e paradas. E, pasmem, com um barzinho na beira da praia onde a Coca-Cola custava US$ 3. Bem longe do absurdo pintado pela "guia". Cada vez mais fazia-se valer a regra nº 1 do viajante : Não acreditar em tudo o que lhe dizem e sim ver por si próprio. Paramos um pouco por ali para matar a sede, tomar um banho e comer umas batatinhas antes de seguirmos viagem.
Nossa útilma parada na ilha foi na bela praia de St. Jean (abaixo). Ao contrário das demais praias capitaneadas por hotéis, nesta a gente podia entrar no mar, só não podia usar as tais cadeiras. O hotel é dono de uma beleza exótica. Vê-se isso logo de cara, ao vislumbrarmos a singular varanda construída na rocha. É muito bonito.
Infelizmente temos muito pouco tempo de passeio na ilha para tanto o que se tem para ver e visitar. Nesta praia em especial só pudemos ficar por 35 minutos. Tínhamos horário certo para devolver os carros e pegar o barco de volta. Uma pena mesmo. A paz e a tranquilidade deste lugar pedia mais tempo de permanência nossa. Mas, fazer o quê... Juntamos nossa turma, demos uma última olhada naquele lugar lindo, tiramos algumas últimas fotos e partimos de volta ao porto de Gustavia.
Felizmente a viagem de barco de volta foi muito mais tranquila, sem sacolejos nem mar revolto. 45 minutos depois já estávamos de volta à St. Maarten moídos de cansaço e com fome. Ao chegar no hotel, nos reunimos e decidimos que, para o jantar, iríamos procurar por algum lugar que fosse barato e ao mesmo tempo servisse poções mais generosas. Planos traçados, fomos todos para os quartos tomar banho e se ajeitar para sair. Como os restaurantes por aqui fecham sempre às 21:00 nunca se tem tempo à perder.
Eis que após reunirmos toda a trupe no saguão do hotel, encontramos nosso amigo Ernesto por lá. Depois de uma conversa animada, ele propõe nos levar em um lugar bacana, de preço justo e boa comida por um precinho super-camarada (US$ 4 por pessoa). Lá fomos nós. Chegando lá convidamos o Ernesto para jantar conosco. Ele ficou meio sem jeito mas aceitou o convite. E lhes digo, amigos, o lugar escolhido era realmente sensacional.
Para vocês que pensam em visitar a ilha, anotem a dica : Mark's Place. Ótima comida, porções generosas e ainda existe a opção de cair duro de tanto comer costeletas de porco (rib's) na promoção "All can you eat for US$ 12,85"). Tudo o que você puder comer, ou seja : Na primeira vez, eles servem um prato com arroz, salada, fritas e costeletas. A partir daí, as costeletas são de graça, basta ir mandando servir até alguém ir parar na emergência.
Rimos bastante, nos divertimos à beça, comemos como reis e gastamos muito pouco mesmo. De todos os dias, acho que foi o que a gente mais riu. De quebra fizemos amizade com o pessoal do restaurante que gostou de nós, especialmente a nossa garçonete Augustine, um amor de pessoa. Saímos de lá satisfeitos, felizes e prontos para o próximo dia de folia.
Fim de Férias
Férias são ótimas, revigorantes. Só tem uma coisa de ruim nelas : Elas acabam. As minhas, acabam hoje. Amanhã de manhã recomeça a correria e acaba o oba-oba, o chinelo, a bermuda, a cervejinha, a areia no pé, etc. Começam os relatórios, as reuniões, os problemas com o carro, as contas, o trânsito, o calor... Enfim, a vida normal de todos nós. Todos temos nosso jeito de encarar a maluquice diária. Eu, por exemplo, imagino tudo como um imenso videogame. Agora vem a fase de acumular pontos. Logo mais a barrinha verde que indica "férias" se enche de novo e daí já podemos mais uma vez apertar ∆ + O + X + R1 e L1 duas vezes e soltar o combo "férias" para se libertar de novo.Horário de Verão
SENÃO, VOCÊ VAI CHEGAR ADIANTADO
PRO TRABALHO AMANHÃ !
Saint Maarten - Terceiro dia (Parte 2)
Logo após Cupecoy, e com o sol já brilhando de novo, demos uma paradinha rápida de uns 35 minutos para conhecer Mullet Bay. Como havia contado lá no início, em setembro de 1995 um furacão de classe 5 chamado Luís esbarrou em St. Maarten e provocou um estrago sem precedentes na ilha. Vejam bem, eu disse esbarrou porque foi exatamente o que aconteceu. Só o olho do furacão era 2 vezes maior do que a ilha toda. Se Luís tivesse atingido-os em cheio, St. Maarten hoje seria história. Em vários pontos da ilha pode-se ver as marcas que lembram o desastre. Aqui abaixo, temos uma foto de um dos hotéis que foi inteiramente destruído. Uma pena !
Este hotel fica em frente à um campo de golfe e, atravessando o campo, têm-se acesso à linda praia de Mullet Beach. O detalhe engraçado deste ponto foram os jogadores de golfe nos xingando enquanto atravessávamos o campo bem no meio do jogo. Também, quem mandou enfiar um campo de golfe idiota bem no meio do caminho para a praia ? Depois de algumas trocas de gestos não muito amigáveis e universalmente entendíveis, chegamos até a praia onde mais uma vez fomos brindados pelo singular azul caribenho das águas (abaixo).
Hora para dar um tempo na câmera, na filmadora e se jogar de cabeça nas águas refrescantes de Mullet Beach. Esse foi um dos muitos momentos em que paramos e pensamos "Puxa vida, será que estamos mesmo aqui ou é tudo um sonho ?". E quando você está dentro de um mar daqueles, ouvindo apenas o barulho das ondas, observando os peixes passarem por você dentro daquela gigantesca piscina natural absurdamente limpa somente um pensamento vêm à cabeça : "Devemos estar brincando no quintal de Deus !".
Mas logo adiante estava o nosso objetivo principal, um dos principais motivos que nos levou até St. Maarten. Lembro perfeitamente da primeira vez que recebi por e-mail aquele powerpoint que trazia uma inverossímel sequência de fotos de um suposto aeroporto de uma ilha chamada "Saint Maartin". O texto dizia que, como a ilha era muito pequena, a cabeceira da pista do aeroporto ficava muito próxima da praia obrigando os aviões a voarem muito próximos à areia.
Confesso que no início achei aquilo com jeito de montagem. Vi várias pessoas dizendo a mesma coisa. Tempos depois um amigo me dizia que a mãe de um colega havia estado lá e "testemunhado" o fato e que sim, era real. Decidi que, um dia, seria eu que estaria lá, de corpo presente e câmera em punho. E foi assim, com esse entusiasmo, emoção e sentimento de desejo realizado que finalmente chegamos em Maho Beach, a famosa praia dos aviões.
Desnecessário dizer que toda a multidão que se aglomerava no Sunset Bar e nas areias da pequena praia estava quase toda lá com o mesmo propósito : assistir ao espetáculo dos aviões. E tudo estava ali, exatamente como havíamos tantas vezes visto na internet ou nos livros. O bar, a prancha de surf cravada na areia com um dos lados mostrando os horários dos vôos que estavam para chegar e, no outro, o aviso dizendo que "mulheres de topless não pagam bebida". Supercool. E digo mais, meus amigos, É REAL. No canto do bar podíamos ver, digamos, as moças que não pagavam bebida nenhuma...
Foram alguns minutos até que o primeiro avião grande pousasse. Deu tempo para conter a emoção, filmar os aviões pequeninhos que subiam e desciam regularmente e curtir um pouco a praia. Sempre com a máquina em punho. Mais uma vez me odiei por estar com a câmera sem pilhas e depender só da filmadora. A idéia era tirar uma centena de fotos dos aviões. Mas no final cheguei à conclusão de que o vídeo ficou de ótimo tamanho e que, se eu tivesse tirado fotos também, não teria apreciado tanto quanto apreciei este espetáculo.

Não, meus amigos, não é montagem. É de verdade. É real. E é simplesmente indescritível. A gente sente a praia inteira tremer quando estes monstros passam por nós. É uma experiência sem precedentes, nunca tinha sentindo nada parecido antes. Fica difícil até explicar, faltam adjetivos. É uma coisa que tira a respiração, é difícil até se manter filmando. Tanto é que, na hora em que o descomunal avião da Air France chegou, eu corri para o "V" da cabeceira e fiquei exatamente na frente do ponto onde o avião toca o solo pela primeira vez.
Juro pra vocês : Na hora que aquele monstrengo se aproximou parecia que vinha de encontro à mim. Impossível descrever a sensação de ficar ali. A descarga de adrenalina foi tanta que eu desliguei a câmera sem notar. Involuntariamente. Fechei a mão e acabei apertando o botão sem querer. Daquela visão inesquecível, pude guardar apenas o frio na barriga, o barulho ensurdecedor e a sensação de ser feito de gelatina ao sentir o corpo inteiro tremer. Sem palavras. Mas sem filme também (maldição !).
Ficamos por umas três horas em Maho Beach apreciando os eventos. Agora do bar, esperando o almoço, ainda víamos os inúmeros aviões pousando e decolando. Detalhe para as decolagens que eram um show à parte. Para decolar o avião vira de costas para a praia, acelera e parte. Ao acelerar ele simplesmente levanta uma nuvem de poeira que, dependendo do tamanho do avião, acaba jogando todo mundo na água. É um espetáculo. Nossos amigos que tentaram a experiência saíram de lá queimados pelos jatos de areia, cheirando a querosene mas com um sorriso de moleque nos lábios. Coisa de louco !
Este foi o último ponto de nosso tour. Depois disso, nada de muito descanso. Era hora de correr pro hotel, tomar um banho, trocar de roupa e se encontrar no saguão com a turma para o passeio até à festa de Grand-Case. A festa é simples mas interessantíssima. Inúmeras barraquinhas de comidas típicas dividem lugar com vendedores de artesanato sensacionais (e caríssimos). Lado francês = preços em Euro. Daí pesa para nós, brasileiros. Mesmo assim, valeu demais pelo passeio. Até mesmo uma escola de samba apareceu tocando pela rua. E bem ajeitadinhos eles !
No final, ainda tivemos alguns pequenos contratempos. Por conta de uma mal-entendido o dono de um dos restaurantes, o CALIFORNIA (guardem bem este nome), nos expulsou lá de dentro aos berros. Tudo porque, naquela confusão da língua, um dos nossos amigos se atrapalhou e fez com que o dono, que era francês, entendesse que queríamos pedir 3 pizzas para 10 pessoas. Furioso com o disparate, eles nos tocou de lá. Na verdade o francês pirou mesmo quando ouviu de nós a seguinte frase : "We're hungry not starving !". Aí sim !
Até entendi o porque dele ter ficado puto conosco, só resolvi mesmo encarar quando ele partiu para os impropérios. Tudo bem, já havíamos entendido que ele não nos queria ali, mas quando começaram as ofensas, eu voltei e - vejam só que chique - tive meu primeiro bate-boca internacional. A discussão terminou quando eu convidei o francesinho prá ir conversar comigo lá na rua ("ok, my friend, let's talk outside, you and me. Now !" desse jeito).
Ele virou as costas e eu fui lá prá fora. Um dos garçons veio nos pedir desculpas pelo comportamento do chefe. Conversamos por alguns minutos, nos despedimos e depois de zanzarmos com fome por vários outros lugares (todos muito caros), voltamos para a van e corremos de volta para o hotel, fazendo uma parada estratégica em um KFC para taparmos o buraco do estômago.
Dali em diante foi despencar na cama e "cochilar" para estar pronto para o quarto dia, o nosso primeiro passeio de barco até a ilha de St. Barthelemy...





